J. Henrique

quinta-feira, 14 de março de 2019

Dica do Jão: Cadáver (2018)

março 14, 2019 0
Dica do Jão: Cadáver (2018)


Título Original: 

The Possesion of Hannah Grace

Diretor: 
Diederik Van Rooijen

Data de lançamento: 
29 de Novembro de 2018

Distribuidora: 
Sony Pictures






  Um exorcismo de trás pra frente. 

  Cadáver foi o filme de terror da vez. Um filme que trabalha a ideia já batida de exorcismo para chamar os fãs do gênero. A diferença aqui é que o filme não trabalha aquelas batalhas entre padres e demônios cheias de tentações e mortes, mas sim a ideia de que o demônio continua a atormentar o corpo após a morte do individuo. 
  A premissa do filme é um exorcismo que dá errado e um pai que se vê obrigado a matar a própria filha para se livrar do demônio e de alguma forma o corpo vai parar no necrotério onde coisas muito estranhas começam a acontecer. 
  Mega Reed (Shay Mitchel) é uma ex-policial traumatizada e viciada em remédios que acaba encontrando um emprego no necrotério da cidade até a chegada de um corpo pra lá de estranho. Por conta dos remédios Mega custa a acreditar que algo possa estar acontecendo, por achar que apenas esta tendo ataques de ansiedade, porém fica evidente que o corpo esta se regenerando e o demônio voltando a matar.
  O ponto alto do filme é sua ambientação no necrotério que mesmo todo modernizado guarda seus cantos escuros, silenciosos e deprimentes e, claro, com isso somos levados a vários sustos com a garota morta. No entanto, o alto do filme acaba por ai. O filme tenta mostrar Mega como uma mulher forte e destemida, porém falha ao não conseguir alcançar a profundidade de seus personagens. Sua trama é rasa, com personagens sem muito carisma e o filme te deixa com mais perguntas do que respostas. Cadáver tinha tudo pra ser um grande filme com uma cena de exorcismo inicial impecável, mas acaba ficando pelo meio do caminho. Bons sustos, mas um filme que não impressiona tanto. E, certamente, não ficará por muito tempo na memória. 

sábado, 9 de março de 2019

CAPITÃ MARVEL (2019)

março 09, 2019 0
CAPITÃ MARVEL (2019)
  Fala visitante, tudo bem com você? Capitã Marvel está entre nós e eu já tive a oportunidade de conhece-la? O que eu achei? Eu te conto logo abaixo, sem spoiler, claro. Vem comigo.

  Bom... vamos por partes. Já conhece a sinopse? 
"A Capitã Marvel é uma nova aventura dos anos 90, que mostra um período inédito na história do Universo Cinematográfico da Marvel. Acompanhamos a jornada de Carol Danvers, que se torna uma dos heroínas mais poderosas do universo. Quando uma guerra galáctica entre duas raças alienígenas atinge a Terra, Danvers encontra a si mesma e um pequeno grupo de aliados no centro do turbilhão".
   Carol Danvers chega chegando no universo cinematográfico da Marvel e com uma importante missão: nos responder onde estava durante todos os acontecimentos no mundo nestes 10 anos. 
   O filme nos apresenta uma história não tão convencional já que a personagem de Brie Larson não tem memórias de sua vida  antes de estar na Starforce o que nos leva a uma jornada de auto-descoberta junto ao lado heroína. Recurso esse que deixa a narrativa do filme mais interessante e leve.
   A trama em sua boa parte se desenrola na terra dos anos 90 e com isso somos apresentados as mais variadas referências da cultura POP da época, que vão desde jogos de fliperama até músicas variadas. Outro ponto muito importante na escolha do período temporal do filme é podermos nos encontrar com versões diferentes de personagens que já conhecemos, como é o caso de Nick Fury, que ainda da seus primeiros passos na Shield, mas não pense que ele esta despreparado para as ameaças que podem nos atingir e é bem por esse ponto que se desenvolve uma ótima parceria entre a capitã e o futuro diretor da Shield. Vale destacar a ótima química entre os atores, que torna ainda mais prazerosa a experiência.
   O filme conta com ótimas surpresas (Que valem a pena serem conferidas no cinema), como ótimos personagens secundários que roubam a cena e vão te fazer morrer de rir, afinal a velha receita Marvel ainda esta ali, mas o ponto alto fica por conta de toda extensão dos poderes da capitã e da esperança do pau que ela vai dar no Thanos. Eventualmente, Carol Davers retornará ao nosso planeta e ao lado dos heróis mais poderosos da Terra ela terá seu embate com o titã louco. E eu estou como? Me mordendo pelo maior evento do ano (Sorry, carnaval!). Só vem 25 de abril! 
   
PS: Vendo os efeitos dos poderes da capitã só consigo pensar numa coisa: como é que foram fazer um filme bosta de Dragon Ball. #merda. 
PSespecial: Goose, a gata rouba todas as cenas possíveis e a única coisa que eu queria era pegar ela no colo e falar: que coisinha linda. 
PSAindamaisespecial: O filme conta com uma homenagem a Stan Lee que merece ser aplaudida de pé. Sério! Não perca essa oportunidade.

E você, já conferiu a nova rainha da P#$% toda? Não esquece me dizer o que achou! 


segunda-feira, 4 de março de 2019

Dica do Jão: "Os exterminadores do Além contra a Loira do Banheiro" (2017)

março 04, 2019 0
Dica do Jão: "Os exterminadores do Além contra a Loira do Banheiro" (2017)
DESSA VEZ DANILO GENTILI FOI LONGE DEMAIS, OU NÃO!

Fala visitante, tudo bem? Dessa vez tive a oportunidade de assistir "Os exterminadores do além contra a loira do Banheiro que esta disponível na Netflix e corri aqui pra indicar pra vocês essa pérola que o Gentili nos serviu. Ainda não viu? Então termina de ler ai e corre pra lá, ok? 
Já de início a gente pensa: "Nossa, lá vem mais um pastelão nacional cheio de piadas sem graça e totalmente previsível". Bom, o filme preenche esses requisitos? Sim, mas aguenta ai. Não fecha a aba ainda não. Para mim este filme é uma grata surpresa que encontrei na Netflix. Vamos a sinopse:
Um grupo de três youtubers que se dizem especialistas em seres sobrenaturais decidem conquistar o reconhecimento do público de uma vez por todas. Para isso eles traçam um plano para capturar um ser conhecido por todos. Trata-se do espírito de uma mulher de cabelos claros que morreu de modo desconhecido e que assombra os banheiros das escolas de todo o país: a loura do banheiro.
|Se liga no Trailer: Exterminadores do Além Contra a Loira do Banheiro | Trailer Oficial

  Antes de vir aqui contar pra vocês o que achei do filme, eu resolvi dar uma pesquisada sobre.  O filme é de Fabrício Bittar e é uma aposta um pouco crua ainda no nosso cinema nacional que é o chamado "terrir": o terror de comédia. 
   O filme dos exterminadores mergulha de cabeça na fantasia de seu próprio universo e encontra um leque de possibilidades para provocar seu público. Focado na premissa de um grupo de caça-fantasmas que tem como missão exterminar a Loira do banheiro, aqui também retratada como a menina do Algodão. Na verdade não seria caça-fantasmas, mas sim caça-assombrações. Qual a diferença? Nenhuma. A logo é diferente e a eficiência do trabalho um tanto questionável já que o grupo composto por Jackson (Danilo Gentili), Carolina (Dani Calabresa), Fred (Léo Lins) e Túlio (Murilo Couto) apenas tiram proveito de clientes supersticiosos e forjam suas assombrações para programas em seu canal no Youtube. 
   A aventura se desenrola na escola Issac Newton onde um incidente no banheiro da escola tem deixado pais e alunos desesperados. A Assombração da vez é a lenda da Loira do Banheiro que certamente você já deve ter ouvido várias vezes falar sobre ela e, talvez, até tenha tentado invoca-la no banheiro da escola na sua época, quem sabe né. O que devia ser apenas mais um dia de trabalho fajuto, acaba se mostrando um problema real e então vemos o terrir entrar em ação.
   Além da equipe de caça-assombrações também estão na escola alguns professores desavisados, o diretor e também o segurança. É engraçado ver como o filme brinca com sua própria identidade, fazendo comentários toscos sobre os clichês de filmes de terror e como o mesmo mergulha sem preocupações dentro disso. Ao longo de situações macabras, regadas de muito sangue e nojeiras, o filme dosa muito bem a comédia e o terror trash fazendo uma baita duma homenagem aos filmes de terror oitentistas com alguns sustos, muito sangue e , claro, morte. E eu me amarrei, né! 
   Talvez o filme não agrade a muitos, como disse o personagem de Gentili "Não se pode agradar todo mundo", mas se voce procura um momento de diversão com muitas risadas e alguns pulos da cadeira sem qualquer compromisso, o filme dos exterminadores é uma boa pedida.    Que tal conferir? Corre lá e depois volta aqui me contar o que achou. 
   Até a próxima! 

sexta-feira, 1 de março de 2019

Dica do Jão: "The Umbrella Academy" (Original Netflix)

março 01, 2019 0
Dica do Jão: "The Umbrella Academy" (Original Netflix)

The Umbrella Academy chegou faz alguns dias a Netflix, mas num primeiro olhar muita gente torce o nariz na hora de dar o play. Talvez você seja um desses, não? 
Mas do que se trata então The Umbrella Academy, Jão? A trama da série começa com um evento onde 43 mulheres dão a luz no mesmo dia e horário, porém no inicio do dia nenhuma dessas mulheres estavam grávidas. Nisso um magnata arrogante adota 7 dessas crianças para treina-las e formar a Umbrella Academy. Sim, essas crianças tem poderes e a aposta da Netflix acompanha essa família disfuncional de super-heróis que precisam se reunir após a morte de seu pai adotivo. Mesmo numa trama fantasiosa a série não se esquiva de tratar temas como abuso infantil, depressão e vício em drogas, claro sem deixar de lado a loucura e a diversão de devem ser obrigatórias em produções de super-heróis, por isso somos agraciados com uma trama cheia de explosões, viagens temporais, experimentos científicos e até mesmo um chimpanzé falante.  

A série se passa no ano de 2019 e todos os personagens já são adultos e a muito já deixaram suas vidas de heróis para trás. Ao longo da temporada conhecemos um pouco mais de cada um dos irmãos, suas jornadas, poderes e segredos, além de uma estranha organização que monitora o tempo e o espaço.

TUA é um grande acerto da Netflix ao criar sua própria identidade num mercado cada vez mais saturado de produções de super-heróis. 

Curiosidades

O brasileiro Gabriel Bá, além de ilustrador também é criador da versão em quadrinhos de The Umbrella Academy. 
Ellen Page e Robert Sheehan já interpretaram seres superpoderosos em outras produções. Page foi a Lince Negra (a mutante que atravessa paredes) nas adaptações de X-Men para o cinema. Já Sheehan interpretou o hilário Nathan Young, em Misfits, onde seu super poder era a imortalidade.
No mais, vou deixar que você tire sua própria conclusão ao viajar pelos episódios da série e se apaixonar por cada mistério e personagens.  Já assistiu? Então deixa ai embaixo nos comentários o que achou! Valeu...

domingo, 13 de janeiro de 2019

Resenha: "O Homem de Giz - C.J. Tudor"

janeiro 13, 2019 0
Resenha: "O Homem de Giz - C.J. Tudor"
Olá, visitante! Como vai? E a primeira leitura do ano já rolou por aqui. Trata-se de O HOMEM DE GIZ, livro de estréia da talentosa C.J. Tudor publicado aqui no Brasil pela editora Intrínseca. Vamos lá?

SINOPSE:

Em 1986, Eddie e os amigos passam a maior parte dos dias andando de bicicleta pela pacata vizinhança em busca de aventuras. Os desenhos a giz são seu código secreto: homenzinhos rabiscados no asfalto; mensagens que só eles entendem. Mas um desenho misterioso leva o grupo de crianças até um corpo desmembrado e espalhado em um bosque. Depois disso,  nada mais é como antes. Em 2016, Eddie se esforça para superar o passado, até que um dia ele e os amigos de infância recebem um mesmo aviso: o desenho de um homem de giz enforcado. Quando um dos amigos aparece morto, Eddie tem certeza de que precisa descobrir o que de fato aconteceu trinta anos atrás. 



Opinião: A premissa de o Homem de Giz te lembra muito a histórias de Stephen King e claro isso já encantou no primeiro segundo. Num primeiro momento me vi experimentando as mesmas sensações ao ler It até porque C.J. Tudor trabalha sua história intercalando em duas linhas do tempo: o ano de 1986 e o ano de 2016. Na primeira acompanhamos Eddie Adams com doze anos ao lado dos amigos, enquanto se comunicam através de um código secreto de desenhos de giz. Um tempo conturbado para esse grupo de amigos que encontram um corpo desmembrado no bosque.  Na outra o acompanhamos com 42 anos, tendo que enfrentar os mistérios de seu passado. 
   A história do homem de giz é um mistério bem planejado, basicamente todas as peças se conectam em algum ponta do história. Os personagens são bem desenvolvidos  e explorados durante a narrativa e a maneira da autora de intercalar entre os anos acabam dando uma ênfase maior ao mistério que permeia a vida daquelas crianças e então adultas. 
  A escrita da autora é ágil e leve o que torna a leitura ainda mais prazerosa. Confesso que esperava um pouco mais de "terror", mas sou fã de um bom suspense e algo que faça desejar ainda mais o próximo capítulo.

“Minha vida foi definida pelas coisas que não fiz, pelas coisas que não disse. Acho que o mesmo acontece com várias pessoas. Nem sempre o que nos molda são as nossas realizações, e sim as nossas omissões. Não necessariamente as mentiras, apenas as verdades que não dizemos.” (TUDOR, 2017, p.138)

   Em suma a mensagem do Homem de Giz, à sua maneira, é nos fazer entender que as consequências de nossas atos são imprevisíveis e que em determinados momentos de nossa vida é melhor não saber todas as respostas. 
   Encerro dizendo que O homem de Giz é um bom livro, daqueles que se você não precisar realmente largar o livro, você não o larga.  Um suspense na dose certa, cheio de reviravoltas e personagens surpreendentes, com certeza, a leitura vale a pena. 

Avaliação: 4 estrelas 

A Autora: C.J. Tudor nasceu em Salisbury e cresceu em Nottingham, Inglaterra, onde ainda mora com a família. Seu amor pela escrita, especialmente pelo estilo sombrio e macabro, surgiu logo cedo. Enquanto os colegas liam Judy Blume, ela devorava as obras de Stephen King e James Herbert. Ao longo dos anos, atuou em várias funções, como repórter, redatora, roteirista para rádio, apresentadora de televisão, dubladora, passeadora de cães e agora escritora. O Homem de Giz é seu romance de estreia.